Hidratação e o Controle dos Sintomas Indesejados
Atualizado: 27 de jul. de 2021
A água é um importante componente do nosso corpo, ela é responsável por equilibrar nossa temperatura, participa do transporte de vitaminas, minerais e até de hormônios, já que é ela quem regula nossos fluidos corporais, como o sangue.
E mesmo sabendo disso, é muito difícil nos mantermos hidratados todos os dias, não é mesmo?
Mas, quando conseguimos ingerir as quantidades adequadas de água, e então ficamos hidratados, amenizamos e, muitas vezes, evitamos que sintomas indesejáveis apareçam, principalmente quando já temos alguma doença associada.

É o caso da psoríase, onde, principalmente no inverno, costuma intensificar suas lesões, por causa da tendência ao ressecamento da pele nesta época. Outros sintomas que podem ser amenizados são a enxaqueca, tontura, a oscilação da pressão em pessoas com hipertensão arterial sanguínea (HAS), constipação e diarreia principalmente para quem convive com a síndrome do intestino irritável e/ou disbiose. E ainda no controle da febre, que acontece em diferentes tipos de infecções, contaminações e desequilíbrios do corpo, como por exemplo na dengue e no covid-19.
Nos casos de gripe, rinite e outras doenças que comprometem as vias respiratórias e que causam aumento de secreção, como coriza (nariz escorrendo) a hidratação ajuda a fluidificar (deixa mais líquido) essas secreções e isso facilita que elas sejam colocadas para fora.
A água também é um importante aliado para pessoas com ácido úrico elevado, e contribuir na redução da dor causada pelos “cristais”. E ainda, para o controle de efeitos colaterais em pessoas que estão em tratamento medicamentoso e por isso, tendem a acumular mais toxinas.
A quantidade exata de água que devemos tomar é influenciada por diversos fatores: temperatura em que estamos expostos, o que comemos durante o dia, qual o nível de atividade física que praticamos, o quanto suamos, e por aí vai. Por isso, é difícil estimar um valor exato que atenda as necessidades de todos.
Apesar disso, estipula-se que através do cálculo de 35ml de água para cada 1 quilo de peso seja possível alcançar as recomendações diárias estipuladas pelas Dietery Reference Intakes (DRIs) e Organização Mundial da Saúde (WHO).
Então, por exemplo: Uma pessoa que pesa 80 quilos, deverá fazer o seguinte cálculo: 35 (ml de água) x 80 (o peso da pessoa), totalizando 2.800ml de água que deverá ser tomada durante o dia.
Outra forma de avaliar sua necessidade é observando a coloração e o odor da sua urina (veja na tabela de coloração da urina, abaixo). Se ela estiver mais escura, concentrada e com cheiro forte você deverá aumentar a ingestão de água, e, caso ela esteja muito clara, praticamente transparente você poderá beber menos água naquele dia.
Apesar de ser uma forma simples de avaliar a ingestão de água esta prática pode ter muitos vieses que interferem na interpretação. Por exemplo, assim que a urina entrar em contato com a água que está no vaso sanitário, ela ficará mais diluída. Isso pode causar a sensação de que você está mais hidratado do que de fato está. Então o ideal seria avaliar a coloração urinando em um copo transparente!

Nos dois casos, apresenta-se uma forma generalista de indicação. O ideal é passar por uma avaliação médica e nutricional se a sua urina continuar escurecida e/ou com odor forte, mesmo após você aumentar o consumo de água. E, principalmente, caso você sinta outros sintomas associados, como ardência no canal urinário (uretra), ou dificuldade para urinar ou inchaço em membros inferiores (pés, canelas, perna).
O acompanhamento nutricional é importante para equilibrar a alimentação e a hidratação, e assim, agir prevenindo ou sendo coadjuvante nos tratamentos de doenças.
Vale lembrar que, o excesso de água, assim como a falta dela, pode gerar um problema. Isso porque ela pode desregular o equilíbrio homeostático do corpo, significa que os componentes corporais ficarão muito diluídos e começarão a sair do lugar que deveriam ficar, causando uma bagunça orgânica.
Respeitar as particularidades de cada um é fundamental em qualquer indicação, e a ingestão de água para pessoas com desequilíbrios (doenças) renais, algumas síndromes, como Ménière, dentre outras, tem recomendações de ingestão de água diferenciados para cada caso, momento e intensidade do sintoma ou doença. Para estes o mais comum é a restrição (diminuição) de água, onde a hidratação será majoritariamente obtida através da alimentação.
Nesses casos nenhum dos métodos citados acima é válido e uma consulta individualizada com um médico especialista (nefrologista ou otorrinolaringologista) e nutricionista é indispensável.

Em todos os casos os sintomas indesejados ficarão mais controlados quando for associado uma alimentação saudável junto com o tratamento proposto pela equipe médica.
A equipe multiprofissional deve manter contato para que o resultado seja ainda melhor e mais eficaz.
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REFERÊNCIAS:
Microsoft Word - nutwaterrequir.doc (who.int) . 2004
Guia para nutricionistas com recomendações de água (nutrium.io). 2020
Guidelines for drinking-water quality, 4th edition, incorporating the 1st addendum (who.int). 2017
Dietary Reference Intakes (DRIs): Recommended Dietary Allowances and Adequate Intakes, Total Water and Macronutrients
Food and Nutrition Board, Institute of Medicine, National Academies
Por que a ingestão de água é essencial no tratamento de doenças? - Faculdade de Medicina da UFMG. 2020




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