Agosto: Mês da Prevenção à Leishmaniose
A leishmaniose é um conjunto de doenças causadas por protozoários e transmitidas pelo mosquito-palha (flebotomíneo). Dependendo da região geográfica o mosquito pode ser conhecido por outros nomes como tatuquira, asa dura, asa branca, cangalhinha, birigui, anjinho, entre outros.

Ela pode ser dividida em dois tipos:
leishmaniose tegumentar que ataca a pele e as mucosas: lesões na pele, mais comum ulcerações e, em casos mais graves, atacam as mucosas do nariz e da boca
leishmaniose visceral (ou calazar) que ataca órgãos internos: afeta sobretudo fígado, baço, gânglios linfáticos e medula óssea
Os sintomas incluem febre, emagrecimento, anemia, aumento do fígado e do baço, hemorragias e imunodeficiência.
A Leishmaniose acomete mamíferos e é considerada uma zoonose, ou seja, transmitida de humanos para animais e de animais para humanos, através da picada do mosquito.

O que a torna uma questão de saúde pública.
Há registros de marsupiais, primatas, roedores, carnívoros, morcegos e, em 2012 tamanduá-mirim que foram vítimas da espécie L. infantum, causadora de leishmaniose visceral.
E, tatus, preguiças e tamanduá-bandeira contaminados com leishmaniose tegumentar.
Vale ressaltar o possível risco que a doença se torna para essas espécies que já sofrem com diversas ameaças à sua existência, como por exemplo, redução do habitat natural, caça, doenças transmitidas por animais domésticos, entre outros.
O consumo de carne de animais silvestres não é recomendado!

Prevenção:
Não há vacina contra as leishmanioses humanas.
As medidas mais utilizadas para o combate da doença se baseiam no controle dos mosquitos em áreas endêmicas (que possuem dados da doença):
uso de repelentes
utilização de mosquiteiros de tela fina
colocação de telas de proteção nas janelas
manter sempre limpas as áreas próximas às residências e os abrigos de animais domésticos
não acumular lixo orgânico no pátio
A preservação dos habitats naturais (biomas) de animais silvestres é extremamente importante para prevenir a disseminação da zoonose.
Evitar acumulo de lixo em trilhas/matas é uma das formas de reduzir a proliferação dos mosquitos
A aproximação dos humanos em áreas de animais silvestres aumenta o risco de contaminação.
E ainda, evitar que animais domésticos andem soltos nessas áreas, já que a contaminação também pode ocorrer com eles.
Para os animais domésticos existe uma vacina que, apesar de não evitar que o animal contraia Leishmaniose, atua diminuindo as chances de o animal desenvolver a forma grave ou letal da doença.
Por isso, é comum que animais domésticos que moram em regiões endêmicas utilizem pipetas tópicas, coleiras e/ou medicamentos de via oral que afastam os mosquitos.
A melhor opção deve ser definida junto ao médico veterinário do seu(a) melhor amigo(a).
Diagnóstico:
Demonstração do parasito por exame direto ou cultivo de material obtido dos tecidos infectados.
Teste cutâneo de Montenegro e exame de sangue, mais comuns são os ensaios de imunofluorescência indireta e o imunoenzimático (ELISA).
Método de eletroforese de enzimas (MLEE)
Métodos moleculares (PCR)
O(A) médico(a) será responsável por diagnosticar e definir o tratamento a ser seguido em humanos.
Alimentação:
Fortaleça o sistema natural de defesa do corpo:
Variedade de alimentos naturais como frutas, legumes, verduras, grãos integrais e oleaginosas.
Recomenda-se que o consumo de carne vermelha seja reduzido ou nulo.
Alimentos de origem vegetal e/ou animal: orgânico / criados soltos, sempre que possível
Particularidades alimentares relacionadas a fígado e outros órgãos que possam ser afetados pela doença devem ser levados em consideração.
Nesses casos, o ideal é buscar por uma consulta com Nutricionista.
Em caso de suspeita procure atendimento médico ou médico veterinário o mais breve possível!
As recomendações desta publicação não substituem uma avaliação individualizada.
Alyne Venson
nutrição & fitoterapia
CRN 18101000 | FITO/0236-CRN4




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