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Saiba mais sobre a Psoríase

10 de jul. de 2021
4 min de leitura

A psoríase é definida como uma doença inflamatória, crônica, sistêmica, autoimune e não transmissível.

Ainda que não seja contagiosa, os pacientes acometidos pela doença costumam sofrer preconceito e muitas vezes ficam envergonhados até mesmo para buscar ajuda com profissionais da saúde.

Uma das dificuldades em conviver com a doenças é a falta de informações sobre ela, o que pode agravar ainda mais a situação.

Ela está bastante associado a questões genéticas, e é bem comum que outra pessoa da família também tenha a doença, mas isto não é regra.


O surgimento dos sintomas se dá após um “gatilho”, que pode ser de cunho psicossomático, por fatores estressores externos, ou inflamatório, como gripes e inflamações decorrentes da vulnerabilidade imunológica, entre outros. As alterações começam então a aparecer e a doença se instala no organismo.



As lesões podem afetar diversas partes do corpo como couro cabeludo, orelhas, tronco (peitoral, costas e barriga), região genital, cotovelos, joelhos, mãos e pés. Nas formas mais graves, pode ainda se alastrar por 100% do corpo, incluindo as unhas.


Sua principal característica é o surgimento de lesões e manchas avermelhadas ou violáceas na pele, que podem causar coceira, dor, queimação e escamação (formação de “lâminas “de pele/casquinhas esbranquiçadas), porém em áreas úmidas como axilas, auréolas mamárias e regiões genitais, a escamação pode não acontecer e na maioria dos casos se manifesta causando coceira intensa, dor e desconforto, levando muitas vezes, a ser confundida com reações alérgicas ou infecções fúngicas.

Em peles negras a psoríase costuma se comportar de forma mais intensa, provocando lesões mais extensas que podem causar hiperpigmentação pós inflamatória, ou seja, há o aparecimento de manchas escuras na pele, mesmo após os sintomas estarem controlados. A hiperpigmentação pode causar ao paciente a sensação de ainda estar com a doença ativa e dar continuidade ao sofrimento gerado pelo constrangimento das alterações na pele, e pode influenciar negativamente em atividades de socialização, levando a pessoa a se isolar.

Nestes pacientes a escamação não é tão intensa, o que pode causar confusão e atraso no diagnóstico.

Em muitos casos deve-se considerar buscar por mais opiniões sobre as alterações, principalmente se você não se sente seguro para aderir ao tratamento proposto.


A psoríase não é apenas uma doença dermatológica (de pele)!


A resistência à insulina, por exemplo, está bastante associada a psoríase. Porém, até o momento, não está bem estabelecido “quem aparece primeiro”, sendo que nem todas as pessoas com psoríase terão resistência à insulina e nem todas com resistência à insulina terão psoríase.

Além disso, na forma moderada a grave tem-se maior risco para o desenvolvimento de doenças associadas como artrite psoriásica, psoríase ungueal (nas unhas) e síndrome metabólica, que favorece o surgimento de outras alterações como diabetes mellitus tipo 2, problemas cardíacos, emocionais e psicológicos como depressão, ansiedade e estresse.


Estima-se que haja cerca de 5 milhões de brasileiros convivendo com psoríase, e que 30% destes sejam acometidos por artrite psoriásica, onde a maiorias destes possui a forma grave da doença.


Procurar por uma avaliação precoce pode evitar que outras doenças se desenvolvam.

O diagnóstico inicial é feito por um(a) médico(a) dermatologista, que após avaliação da lesão, irá recomendar a melhor forma de tratamento para o seu caso.

Dentre as opções de tratamento estão:

tópicas (cremes e pomadas para passar na pele); sistêmicas (comprimidos e/ou injeções);

biológicos (medicamentos injetáveis) e

fototerapia (exposição a luz ultravioleta de forma controlada sob supervisão de médico/a).

Em todos os casos o(a) médico(a) responsável pela indicação do tratamento deve ser consultado(a) com frequência e a automedicação não é recomendada.


Atualmente tanto o SUS quanto os convênios de saúde disponibilizam algumas opções de tratamento para pacientes com psoríase. Através do SUS, é oferecido tratamento gratuito para pacientes com a doenças em estágios leve, moderado e grave.


Importante dizer que independentemente do tamanho e da intensidade das lesões, se você se incomoda com a psoríase, ela é considerada grave. Além disso, pessoas que possuem lesões extensas pelo corpo, que compreendem mais do que 10 palmas em relação ao corpo todo, também possuem a forma grave da doença. E, se ainda não fazem acompanhamento, devem procurar por ajuda para controle dos sintomas.


Por ser uma doença sistêmica (que afeta o corpo como um todo) o acompanhamento com outros profissionais de saúde como nutricionista, preparador físico, psicólogo e médico psiquiatra, por exemplo, também é parte dos pilares do tratamento e é essencial para que os sintomas permaneçam “adormecidos” e/ou que fiquem menos inflamados.

Nos casos de artrite psoriásica é indicado acompanhamento com reumatologista, e ainda consulta de rotina (geralmente anual) com cardiologista e endocrinologista, para que outras doenças sejam prevenidas ou tratadas, caso já estejam instaladas.

As manchas e lesões na pele vão além da estética e o tratamento adequado é fundamental para que os melhores resultados individuais sejam alcançados e que os sintomas fiquem sob controle.

Ainda que você tenha a psoríase na forma leve, procure ajuda, se informe sobre a doença e evite se isolar. Apesar de não ter cura, a psoríase tem tratamentos eficazes que controlam os sintomas e ainda evitam ou minimizam os danos de doenças associadas, melhoram não só a aparência da lesão, mas também, a qualidade de vida.

Clique aqui para saber quais são os fatores que agravam a doença e quais práticas alimentares podem ser adotadas para contribuir com a melhora dos sinais.



Não deixe seu autocuidado para depois, priorize a sua saúde!



Fonte: Psoríase Brasil, 2021.

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